quinta-feira, 25 de abril de 2013

Projetos habilitados - Prêmios culturas indígenas‏


Oi Everthon!!

Só lembrando que esta é a lista dos projetos habilitados. A seleção das 100 iniciativas premiadas acontecerá na primeira semana de maio.

Grande abraço,
Everthon Damasceno


Em 20 de abril de 2013 19:14, Everthon Damasceno <everthon1313@yahoo.com.br> escreveu:
Pessoal,
Projetos habilitados no Concurso Prêmios Culturas indígenas
Parabéns a todos.
Aos que por qualquer motivo não enviaram seus projetos, vamos nos articular com antecedência para o próximo.
Everthon Damasceno


Posted: 19 Apr 2013 02:55 
  1. Foi publicado hoje, no Diário Oficial da União - DOU, a relação dos projetos habilitados para a próxima fase do Prêmio Culturas Indígenas. a
Agora é esperar pela próxima etapa do certame e torcer para que os projetos sejam aprovados definitivamente.

Projetos habilitados - Prêmio Culturas Indígenas‏

lá colegas da Temince e Anaindi

Foi publicado hoje a relação dos projetos habilitados do Prêmio Culturas Indígenas. Do Ceará foram 23 projetos habilitados.
Lista completa no DOU
Ronaldo Santiago
Mestrando em Antropologia Social - PPGAS/UFRN
(84) 8850-7319 ; 9960-4188


terça-feira, 23 de abril de 2013

Demarcação da TI Tremembé de Queimadas


No último dia 19 de abril, pouco mais de um ano da publicação do relatório de identificação e delimitação no Diário Oficial, o Ministro da Justiça Eduardo Cardozo publicou a Portaria nº 1.702, que declara de posse permanente do grupo Tremembé a Terra Indígena TREMEMBÉ DE QUEIMADAS com superfície aproximada de 767 hectares (DOU, 22/04/2013. Ver imagem abaixo). Depois de mais de duas décadas de conflito com o DNOCS, finalmente a referida comunidade indígena tem seu território declarado, aguardando agora a demarcação física e posterior homologação pela presidenta Dilma.

Diário Oficial da União, 22/04/2013

Elaborei um pequeno texto informativo discorrendo brevemente sobre as origens deste grupo e o processo de reconhecimento étnico em curso.


A SAGA DOS TREMEMBÉ DE QUEIMADAS: DIÁSPORAS E RESISTÊNCIA INDÍGENA


Ronaldo Santiago Lopes (PPGAS/UFRN)

A Terra Indígena Tremembé de Queimadas está localizada há 34 km da sede do município de Acaraú, estando margeada pelo Perímetro Irrigado do Baixo Acaraú. A história dos índios Tremembé de Queimadas se insere no contexto de uma série de dispersões que se iniciam no final do século XIX, forçadas inicialmente por uma das piores secas vividas no Ceará, precisamente em 1888, quando vários grupos de famílias saem de Almofala, no litoral, em direção às matas e beiras de rios em busca de alimento e melhores condições de habitação.[1]
Um desses grupos seguiu pelas matas, ao sul do município, estabelecendo-se num lugar que deram o nome de Lagoa dos Negros. Outro grupo avança alguns quilômetros, desbravando a área onde atualmente é a TI. Córrego João Pereira, no limite entre os municípios de Acaraú e Itarema.
Na Lagoa dos Negros viveram alguns anos até a chegada do fazendeiro Doca Sales. O nome do local faz referência a uma lagoa que teria sido desencantada pelo pajé João Cosmo. O pajé, um dos líderes do grupo, teria “achado” uma grande lagoa, cercada por uma densa vegetação. No entanto, a lagoa estava encantada. Foi aí que o pajé se utiliza de suas virtudes mágico-religiosas para desencantar a lagoa, consolidando a ocupação dos Tremembé na região.
Entretanto, como relatam Brissac e Marques (2005), não tardou para que fazendeiroDoca Sales descobrisse e cobiçasse a terra, expulsando as famílias do local, tendo em vista que pela abundância de água, o local era propício para a criação de gado. Neste momento, ocorre uma segunda dispersão tremembé que, após a expulsão da Lagoa dos Negros se dividem entre Queimadas e várias localidades próximas.[2] Viveram no local por mais de 30 anos, até sua expulsão em 1927.[3]
Com a dispersão, algumas famílias foram se alojando em algumas comunidades próximas até  que decidem se fixar e ocupar o lugar onde viriam a denominar Queimadas. Um grupo de sete famílias se estabelecem num lugar descampado, sem vegetação, decorrente de uma queimada de proporções gigantescas. Deste fenômeno ambiental surgiu a denominação Queimadas. Segundo relatos orais, a ocupação do território teria se iniciado em setembro de 1927 (Brissac e Marques, 2005; Patrício, 2010).
A partir desta data os Tremembé de Queimadas, ao mesmo tempo em que finalmente conseguem se fixar num local, vão sendo lentamente pressionados pela ambição de posseiros que tentam tomar suas terras. Conforme o relatório antropológico da TI. Queimadas,

“Os anos que se seguiram após a chegada em Queimadas foram de muito esforço para todos. Como vimos nos relatos acima. Assim como ocorreu na Lagoa dos Negros, fazendeiros do gado também chegaram a Queimadas. Acima se mencionou que nas vizinhanças, onde futuramente seria a T.I Córrego João Pereira, havia conflitos para a expulsão das famílias Tremembés, em Queimadas não foi diferente, um fazendeiro de nome Major Duca e outro chamado de Chico Rios faziam a grilagem de terras na região com ameaças de expulsão e morte. Somente em 1957, com a fragilidade das famílias que viram aos poucos seus membros mais idosos serem subtraídos e seu território reduzido cada vez mais, é que tomaram providencias” (Patrício, 2010, p. 45).

Três irmãs, duas delas viuvas e a outra solteira, recorrem á justiça na época, na tentativa de registrar e garantir juridicamente a posse da terra ocupada, como relata Antonio Félix, liderança indígena de Queimadas, hoje falecido:

“Quando morreram os véio tudinho os homens, ficou as mulheres. Aí o povo mesmo do Acaraú se compadeceu delas e vamos fazer o documento desta terra antes dos tubarão. Aí fizeram no 57, da légua de terra como era que eles tinham chegado, mas botaram os confinantes logo. Do jeito que diz aqui: Manoel Duca da Silveira no Norte, Zé Emiliano de Freitas no Sul, Antonio Monteiro da Costa no Poente e a carroçal do Acaraú a Fortaleza, diz tudinho nos documentos. Aí as véia morreram e nós fiquemos e aqui tamos quando chega o DNOCS se apresentando”.[4]

O documento citado por Antonio Félix indicava que área do povoado Queimadas teria uma légua em quadro, o equivalente a 3.600 hectares. Ainda segundo Patrício (2010), ao longo das décadas de 60, 70 e 80 do século passado, as famílias vão gradativamente perdendo o controle da terra, com as invasões ou negociações ardilosamente realizadas com fazendeiros que se apossam da terra em troca de produtos alimentícios, tecidos ou por valores módicos, numa prática bastante conhecida e recorrente no Nordeste.
A comunidade vive relativamente tranquila até a chegada do DNOCS que desapropriou uma extensa área de terras para construção do Perímetro Irrigado do Baixo Acaraú. O início do projeto data de 1981, mas os conflitos com os Tremembé de Queimadas se iniciaram no final dos anos 80 quando, não reconhecendo a presença de populações indígenas, o órgão inicia o processo de desapropriações das terras. Os conflitos foram se arrastando por mais de uma décsda, até que se intensificaram em 2005, quando é expedida uma ordem de despejo para as famílias, que deveriam desocupar a área em 72 horas.
Na época, o caso mobilizou Ong’s indigenistas, o MPF, FUNAI e outros segmentos da sociedade civil, além da imprensa, gerando grande alvoroço, sobretudo pela iminência de um conflito entre a polícia e os Tremembé, não só de Queimadas, mas de várias localidades que planejavam se reunir para impedir a entrada dos tratores que iriam demolir as casas. A atuação da Associação Missão Tremembé, da FUNAI e de políticos, além da repercussão do caso nos jornais, obrigou o DNOCS a retroceder. Em seguida a FUNAI conseguiu na justiça a paralisação das obras até que os estudos antropológicos fossem realizados.
Dentre os processos de territorialização dos Tremembé, Queimadas foi a última a iniciar o processo de organização sociopolítica de perfil étnico. Como se poderia esperar, é a partir do conflito com o DNOCS, aliado ás articulações indigenistas, que inicia o processo de emergência étnica dos Tremembé de Queimadas. Além disso, a proximidade espacial e social com os Tremembé do Córrego João Pereira também se constituiu como um fator importante na construção da etnicidade em Queimadas, tendo em vista as íntimas relações entre famílias das duas situações, como também o caráter pedagógico da situação vivida no Córrego João Pereira anos antes, servindo como um modelo de ação política de caráterétnico.
Em março de 2010 foi formado o Grupo de Trabalho – GT da FUNAI que realizou o estudo de identificação e delimitação da Terra Indígena Tremembé de Queimadas. Em dezembro de 2011, foi publicado no Diário Oficial da União o resumo do relatório circunstanciado de identificação e delimitação em que foi definida a área da TI totalizando 767 hectares. A aldeia Queimadas tem uma população de 220 indígenas, agrupadas em 44 famílias[5]

Mapa das TI's Queimadas, Córrego João Pereira e Almofala
Fonte: Relatório de Identificação e Delimitação da TI Queimadas (Cf. Patrício, 2010).
  

Enquanto o processo demarcatório não é concluído, os Tremembé de Queimadas tem se voltado, nos últimos anos, para discutir estratégias de sustentação econômica na própria aldeia, já que muitos indígenas ainda trabalham fora da comunidade, principalmente como diaristas no Perímetro Irrigado do Baixo Acaraú. Essas estratégias perpassam dois aspectos principais: os métodos de produção agrícola e as condições ambientais (Lopes e Bezerra, 2011 e Lopes, 2012).
A demarcação da TI Queimadas ocorre num momento em que algumas ações começam a ser esboçadas no território tradicional, no sentido de mobilizar a comunidade local, instituições parceiras e órgãos do governo federal para a promoção da gestão ambiental e territorial da terra indígena. Dentre estas ações destacam-se o projeto apoiado pela Carteira Indígena/MMA e as ações de acompanhamento e monitoramento realizadas pelo Programa de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas – GATI, coordenado pela FUNAI e Ministério do Meio Ambiente – MMA.

Fotos: Ronaldo Santiago e Tiago Silva


 Bibliografia consultada

BRISSAC, Sérgio Telles. MARQUES, Marcélia. Relatório antropológico sobre os Tremembé de Queimadas. Fortaleza: MPF, 2005.
BRASIL. Portaria nº 1.702 de 19 de abril de 2013. Diário Oficial da União, Brasília, 22 abril, 2013. Seção 1, p. 34.
LOPES, Ronaldo Santiago. Diásporas, identidades plurais e a semântica da etnicidade: territorialidades TremembéProjeto de pesquisa – mestrado, PPGAS/UFRN, 2013.
LOPES, Ronaldo Santiago. Manejo agrícola e seus impactos em agroecossistemas indígenas: a situação dos Tremembé de Queimadas.  Tesesina: Encontro de Ciências Sociais do Norte Nordeste - CISO/PRÉ-ALAS, 2012. Anais CISO, p. 1-18.
LOPES, Ronaldo Santiago; BEZERRA, Tiago Silva. Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER Indígena: relatos de uma experiência com as comunidades Tremembé de Acaraú. Fortaleza, Cadernos de Agroecologia, vol 6, No. 2, Dez 2011.
PATRÍCIO, Marlinda Melo. Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da TI Tremembé de Queimadas, Acaraú/CE. Brasília: Funai, 2010.
SILVA, Cristhian Teófilo da Silva. Relatório circunstaciado de identificação e delimitação da Terra Indígena Córrego João Pereira/CE. Brasília: Funai, 1999.
VALLE, Carlos Guilherme do. Terra, tradição e etnicidade: os Tremembé do Ceará. Rio de Janeiro: Dissertação de Mestrado em Antropologia, PPGAS-MN/UFRJ, 1993.



[1] Sobre as migrações tremembé, Cf. Valle, 1993; Silva, 1999; Brissac e Marques, 2005.
[2] A dispersão dos Tremembé da Lagoa dos Negros não se restringiu apenas a Queimadas. Em toda a região circunvizinha à Lagoa dos Negros existem famílias que atualmente ainda mantém vínculos de parentesco com os Tremembé do Córrego João Pereira e de Queimadas. Entre as localidades identificadas estão Pedrinhas, Córrego do Augustinho, Córrego da Volta, Córrego dos Fernandes, Gameleira e Aroeira, em Acaraú. Mais detalhes, conferir Patrício (2010).
[3] Em 1997, a fazenda Volta/Lagoa dos Negros é desapropriada pelo INCRA, tornando-se um assentamento federal, com área de pouco mais de 3.000 hectares. Segundo dados do MDA, atualmente o assentamento possui 79 famílias.
[4] Op. cit., p. 45.
[5] Cadastro FUNAI, 2010.

Enc: [anaindi] Local de realização - evento Herança Nativa - povos indígena no CEARÁ‏

 Ainda temos muito o que risistir no que diz reipeita ao preconceito de pessoas que ver o índio como se fosse do passado, aculturado, atrasado e da plumagem, o que seria ideal um local aberto como a praça do ferreira para mostrar para o Ceará e para o Brasil que isso é meramente ideias errônias e visões etnocêntricas de pessoas que na verdade são os verdadeiros atrasados, o SESC é um mundo isolado dos demais, e se o evento acontecer lar, vai ser prejudicial ao movimento indígena como todo.
Edson Dantas
Jenipapo Kanindé
 


To: anaindi@yahoogrupos.com.br
From: weibetapeba@yahoo.com.br
Date: Thu, 18 Apr 2013 14:31:00 -0700
Subject: Re: [anaindi] Local de realização - evento Herança Nativa - povos indígena no CEARÁ

 

Na realidade eu gostaria somente de demarcar minha posição de desaprovação quanto a forma como vem sendo encaminhada essa questão, sem que as organizações que representam o Movimento Indígena fôsse mobilizado a discutir, colaborar e organizar tal evento. Quando isso ocorre abre espaço para as indagações legítimas que vão aparecendo no curso do processo. Coloquei isso pra organização do evento que ficou de corrigir esses pontos. Com relação ao lug, de fato gerou a desmobilização dos nossos povos que já haviam previsto essa atividade de realizar um ato público no Cetro de Fortaleza, em Iparana isso fica quase que impissível. A leitura que tenho desse encontro é que de fato ele não está serviço do fortalecimento da luta pela terra. Fica o movimento incubido de fazer sua avaliação dessas atividades.

Att,

Weibe Tapeba
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Em qui, 18 de abr de 2013 14:11 BRT alexandre gomes escreveu:

>De acordo com Ceiça e JP.
>O momento é de demarcar posicionamentos e abrir o debate público na sociedade em suas várias instancias. 
>O SESC/Iparana isola muito, é distante e a visibilidade, se houver, será bem menor do que num espaço público e aberto, como o Centro da cidade de Fortaleza.
>Outra pergunta: o evento é SOBRE ou é DOS povos indígenas no Ceará?
>Alexandre
>
>
>
>________________________________
> De: Associação dos Produtores Indígenas Pita Pitaguary <a.p.i.py@hotmail.com>
>Para: "anaindi@yahoogrupos.com.br" <anaindi@yahoogrupos.com.br
>Enviadas: Quinta-feira, 18 de Abril de 2013 12:46
>Assunto: [anaindi] FW: [temince] herança naqtiva

>
>
>  
>

>
>
>________________________________
>From: a.p.i.py@hotmail.com
>To: temince@yahoogrupos.com.br
>Subject: RE: [temince] herança naqtiva
>Date: Thu, 18 Apr 2013 16:01:04 +0300
>
>
>Também pergunto porque  o evento tem que ser em um lugar fechado. Hoje os povos indígenas vivem uma verdadeira batalha e precisamos divulgar ao máximo nossa luta. Precisamos de atos públicos e apóio para a nossa causa. Não vejo sentido desse evento ser em um lugar fechado. Conclamo aqui aos meus parentes indígenas e a rede de solidariedade e apoio aos povos indígena, INIATÃ vamos fazer o evento em Fortaleza então, vamos dar visibilidade a luta dos povos indígenas no Ceará?

>Ceiça Pitaguary

>
>
>________________________________
> To: temince@yahoogrupos.com.br
>From: joaopaulo_historia@yahoo.com.br
>Date: Mon, 8 Apr 2013 07:04:30 -0700
>Subject: Re: [temince] herança naqtiva
>
>  
>Por que o evento não será mais na Praça do Ferreira?
>Se é para ser um momento para dar visibilidade aos povos indígenas do Ceará fazer no Sesc Iparana é no minimo estranho e contraditório, pois ficarão completamente isolados de tudo e todos. Inclusive, participei de uma reunião com representantes e lideranças do movimento indígena no qual afirmaram que iriam aproveitar a ocasião para fazer um ato denunciando os inúmeros casos de violação que estão acontecendo hoje no estado do Ceará.Portanto, pergunto: não terá nenhum momento dedicado nesse evento para fazer um discussão sobre isso?
>Atenciosamente,
>João Paulo Vieira
>
>
>________________________________
> De: alberto <alberto.cukier@yahoo.com.br>
>Para: temince@yahoogrupos.com.br 
>Enviadas: Sábado, 6 de Abril de 2013 10:36
>Assunto: [temince] herança naqtiva
>
>
>  
>o I Encontro Sesc Herança Nativa que se realizaria neste mes de abril, foi adiado para os dias 24 a 27 de junho, na Colonia Sesc Iparana e não mais na praça do ferreira, como anteriormente. Pedimos aos interessados divulgarem a nova data e aguardar comunicado da gerencia cultural do SESC
>

Local de realização - evento Herança Nativa - povos indígena no CEARÁ


 Local de realização - evento Herança Nativa - povos indígena no CEARÁ

De acordo com Ceiça e JP.
O momento é de demarcar posicionamentos e abrir o debate público na sociedade em suas várias instancias. 
O SESC/Iparana isola muito, é distante e a visibilidade, se houver, será bem menor do que num espaço público e aberto, como o Centro da cidade de Fortaleza.
Outra pergunta: o evento é SOBRE ou é DOS povos indígenas no Ceará?
Alexandre



 

 

From: a.p.i.py@hotmail.com
To: temince@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: [temince] herança naqtiva
Date: Thu, 18 Apr 2013 16:01:04 +0300

Também pergunto porque  o evento tem que ser em um lugar fechado. Hoje os povos indígenas vivem uma verdadeira batalha e precisamos divulgar ao máximo nossa luta. Precisamos de atos públicos e apóio para a nossa causa. Não vejo sentido desse evento ser em um lugar fechado. Conclamo aqui aos meus parentes indígenas e a rede de solidariedade e apoio aos povos indígena, INIATÃ vamos fazer o evento em Fortaleza então, vamos dar visibilidade a luta dos povos indígenas no Ceará?
 
Ceiça Pitaguary
 

To: temince@yahoogrupos.com.br
From: joaopaulo_historia@yahoo.com.br
Date: Mon, 8 Apr 2013 07:04:30 -0700
Subject: Re: [temince] herança naqtiva

 
Por que o evento não será mais na Praça do Ferreira?
Se é para ser um momento para dar visibilidade aos povos indígenas do Ceará fazer no Sesc Iparana é no minimo estranho e contraditório, pois ficarão completamente isolados de tudo e todos. Inclusive, participei de uma reunião com representantes e lideranças do movimento indígena no qual afirmaram que iriam aproveitar a ocasião para fazer um ato denunciando os inúmeros casos de violação que estão acontecendo hoje no estado do Ceará.Portanto, pergunto: não terá nenhum momento dedicado nesse evento para fazer um discussão sobre isso?
Atenciosamente,
João Paulo Vieira


De: alberto
Para: temince@yahoogrupos.com.br 
Enviadas: Sábado, 6 de Abril de 2013 10:36
Assunto: [temince] herança naqtiva

 
o I Encontro Sesc Herança Nativa que se realizaria neste mes de abril, foi adiado para os dias 24 a 27 de junho, na Colonia Sesc Iparana e não mais na praça do ferreira, como anteriormente. Pedimos aos interessados divulgarem a nova data e aguardar comunicado da gerencia cultural do SESC



__._,_.___
ATIVIDADE NOS ÚLTIMOS DIAS: 
    Este é um canal de informação e discussão sobre a temática indígena no Ceará, do qual participam lideranças indígenas, representantes de entidades indigenistas, ativistas e estudiosos de várias disciplinas.

    História do CE‏


    Também existe este:
     
    FARIAS, Aírton de. História do Ceará: dos índios à geração Cambeba. Fortaleza: Tropical, 1997.
     
    Achei cheio de interpretações esquerdistas bastante batidas, mas tem o mérito de não ser da linha “os grandes homens que fizeram a história”. Outro mérito, em comparação com outras obras: um capítulo sobre os indígenas no Ceará no final do século XX.
     
     
     
     
     
    From: MVMM
    Sent: Saturday, April 06, 2013 11:48 AM
    Subject: [temince] Re: História do CE
     
     
    Alexandre,
    Obrigado pelas dicas.
    É só por prazer que vou ler!
    Abraços

    --- Em mailto:temince%40yahoogrupos.com.br, alexandre gomes escreveu
    >
    > Olá MVMM,
    > Não sei qual a intenção ou o que busca nestes livros, assim, ficaria mais fácil indicar.
    > Mas há várias opções, desde mais atuais, como o Nova História do Ceará (org.: Simone de souza) e o História da Sociedade Cearense (Airton de farias), e o de José CORDEIRO, Índios no Ceará. Massacre e resistência; até livros históricos mais tradicionais, que funcionam bem enquanto documentos, como:
    >
    > ARARIPE,
    > Tristão de Alencar. História da Província do Ceará (Dos tempos primitivos até
    > 1850) (1850). Fortaleza: Edições Fundação Demócrito Rocha, 2002.
    >
    >
    > BEZERRA,
    > Antônio. Algumas origens do Ceará. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 2009
    > (Edição Fac-Similar de 1918).
    >
    > BRASIL,
    > Thomaz Pompeo de Sousa. Ensaio Estatístico da Província do Ceará (Tomo I).
    > Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 1997, p. V-XV (Edição Fac-similar de
    > 1863).

    > ________.Ensaio Estatístico da Província
    > do Ceará (Tomo II). Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 1997, p. 159-170
    > (Edição Fac-similar de 1864).

    > BRÍGIDO,
    > João. Ceará (Homens e Fatos). Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001 (Coleção
    > Clássicos cearenses, 4).
    >
    > Abs
    > Alexandre
    >
    >
    >
    >
    > ________________________________
    > De: MVMM
    > Para: mailto:temince%40yahoogrupos.com.br
    > Enviadas: Sábado, 30 de Março de 2013 9:42
    > Assunto: [temince] História do CE
    >
    >
    >  
    > Oi,
    > Onde encontro um bom livro de História do Ceará?
    > Abraços
    > MVMM
    >

    Ações Associação dos Produtores Indígenas Pita Pitaguary (a.p.i.py@hotmail.com)Agendar limpeza 02:00 Grupos


    Por que o evento não será mais na Praça do Ferreira?
    Se é para ser um momento para dar visibilidade aos povos indígenas do Ceará fazer no Sesc Iparana é no minimo estranho e contraditório, pois ficarão completamente isolados de tudo e todos. Inclusive, participei de uma reunião com representantes e lideranças do movimento indígena no qual afirmaram que iriam aproveitar a ocasião para fazer um ato denunciando os inúmeros casos de violação que estão acontecendo hoje no estado do Ceará.Portanto, pergunto: não terá nenhum momento dedicado nesse evento para fazer um discussão sobre isso?
    Atenciosamente,
    João Paulo Vieira
    o I Encontro Sesc Herança Nativa que se realizaria neste mes de abril, foi adiado para os dias 24 a 27 de junho, na Colonia Sesc Iparana e não mais na praça do ferreira, como anteriormente. Pedimos aos interessados divulgarem a nova data e aguardar comunicado da gerencia cultural do SESC

    sábado, 6 de abril de 2013